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Água Clara/MS . 19 de Novembro de 2017
Entrevistas

16/11/2015 as 09h24 / Por ()

Na direção do felino móvel, 'mulher onça' leva alegria por onde passa

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Obcecado por morcegos, Bruce Weyne mantém escondidos numa caverna seu Batmóvel, sua capa-morcego e vários acessórios temáticos. Assim, nas horas vagas, ele encarna o Batman e combate o crime em Gothan City. Mas só nas horas vagas, tadinho... Feliz mesmo é Lídia Soria, a paraguaia radicada em Campo Grande que é o que é a todo momento, sem necessidade de identidade secreta. Uma verdadeira 'mulher onça' assumida e em tempo integral que, em seu 'felino móvel’, o ‘Jiponça’, combate a tristeza nos locais por onde passa na capital sul-mato-grossense.

 

Em um bate-papo super animado, tudo o que queríamos era entender de onde vinha tanta energia. Após a ‘descoberta’, fizemos contato e fomos recebidos por ela na própria residência. Trabalhadíssima no animal print, ela nos acolheu com sorriso contagiante e mostrou que é um livro aberto - não escondeu nem a idade (51 anos muito bem vividos, segundo ela). Conversar com Lidia foi assim, contato pleno com a alegria que ela exala dos poros.

 

 Jhully Espíndola)Jhully Espíndola)

 

 

Amor felino

Logo de cara, ela fala dessa paixão que nem Freud explica pela onça pintada, as rainha das terras pantaneiras. Trilheira de carteirinha, um dos programas favoritos dela é desbravar as estradas de chão do Estado. Quando ganhou o automóvel, a propósito, Lídia nem imaginou o sucesso que ele faria nas ruas da Capital. Por onde ela passa, há um verdadeiro alvoroço, no qual diversas pessoas fazem questão de pará-la, na tentativa de fazer uma selfie.

o sucesso é tão grande, que ela constantemente é chamada de 'mulher onça', título que ela afirma ter adorado e adotado com o maior prazer. “99% das pessoas, principalmente as crianças, me elogiam, tiram fotos e admiram meu estilo. O 1% restante acha que sou louca”, relata entre gargalhadas.

Para Lídia, por sinal, ser considerada ‘louca’ está longe de ser problema. Ela até posou para nossas fotos ao lado da autêntica frase fixada na parte traseira do automóvel que possui: ‘Ainda sou criança, só mudei de brinquedo'.

O brinquedo, no caso, é o próprio veículo - um Suzuki Jimny, que após a customização, tem bancos, volante, forro interno e até a toalhinha para tirar a poeira do painel com estampas do felino. No teto, uma personagem à parte: Juma Marruá, a onça de pelúcia que dá o toque especial ao veículo. Não esqueça da buzina, que nada mais é que o rugido da onça pintada.

Para realizar o sonho, ela não economizou nos investimentos. Somente a personalização do veículo ficou na casa dos R$ 2.500. “Felicidade é uma coisa que não tem preço”, diz.

‘Família, êh! Família, ah!’

O Jiponça, no entanto, é mais que um veículo. Para amigos e familiares, o carro excêntrico está mais para uma extensão da personalidade de Lídia. É algo tão definitivo para a família que, em vez de limusine, quem conduziu a segunda dos três filhos até a igreja foi o tal Jipe.

 

 Jhully Espíndola Jhully Espíndola

 

 

Contente em ver a mulher feliz, o maridão Júlio César Vieira, 61, não mede elogios para se referir à amada. “Ela é um exemplo de simplicidade, humildade e de alegria. Vê-la feliz, fazendo o que gosta é o que também me deixa muito feliz”, diz o esposo apaixonado.

São raras, inclusive, as vezes em que ele pode desfrutar por alguns minutos a direção do carro - liberdade que vem apenas em momentos estratégicos. “Ela só libera o carro pra mim quando o combustível está na reserva, porque assim eu abasteço”, brinca.

 

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