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Água Clara/MS . 25 de Novembro de 2017
Entrevistas

12/04/2017 as 15h18 / Por (Hoje Mais)

Ex-Delegado em Água Clara, Dr. Ailton Pereira fala sobre criminalidade em Três Lagoas

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Delegado SIG Ailton Pereira (Foto: Arquivo Hojemais)
Delegado SIG Ailton Pereira (Foto: Arquivo Hojemais)    

Números de furtos e roubos em Três Lagoas vêm chamando a atenção de toda população três-lagoense nestes últimos dias, e o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Ailton Pereira, alerta os moradores sobre os principais cuidados a serem tomados, e o que a polícia vem realizando para combater a criminalidade no município.

 

De acordo com Pereira, Três Lagoas cresce em ritmo acelerado e a população está aumentando também, e em consequência disto, outros fatores acompanham este crescimento. 

 

“Eu observo altos índices em relação a roubos e furtos. O descuido e a distração das vítimas, na maioria das vezes, são os principais fatores para o aumento destes tipos de crimes”, explicou.

 

Com a evolução da tecnologia, a sociedade mudou os hábitos. O delegado do SIG disse que, atualmente, as pessoas estão acostumadas a ficarem sentadas em frente ao portão de casa e até mesmo andando pelas ruas visualizando as redes sociais através de seus celulares, notebooks, tablets, enfim aparelhos que chamam muito a atenção dos criminosos que se aproveitam da distração das vítimas para praticar furtos, roubos, violências físicas ou até mesmo algo mais grave.

 

De acordo com o delegado, na maioria das vezes, esses crimes são registrados no período noturno. Isso porque o intuito dos bandidos é dificultar a visibilidade dos policiais. “Durante o dia também ocorre, mas é a noite que eles agem com muito mais frequência”, reforça. 

 

“A maioria dos roubos e furtos são cometidos por usuários de drogas, que subtraem produtos para vende-los e, então, alimentar o vício”, completou.

 

O delegado disse ainda que as polícias, Civil e Militar realizam força-tarefa para combaterem as “bocas de fumo”. “Diversas prisões são feitas semanalmente e o efetivo vem dando conta dos altos números de ocorrências na cidade”, afirmou Ailton Pereira.

 

O delegado está alertando também a população três lagoense para os crimes praticados nas residências. Conforme ele explica, esse tipo de delito também é muito praticado por bandidos na cidade. Ailton destacou sobre os cuidados que os moradores devem tomar ao se ausentarem de casa, e como os bandidos agem para identificar a casa onde irão praticar os crimes.

 

Antes de praticar os furtos em residências, os criminosos ficam atentos a informações que mostrem que a casa está sem ninguém, entre elas a luz da frente da casa acesa em plena luz do dia e jornal sem recolher. 

 

“A cidade está crescendo muito rapidamente e a população deve colaborar com a sua própria segurança, pois alguns comportamentos antigos ainda são praticados pelos moradores três-lagoenses”, destacou.

 

Um pequeno descuido ou uma simples distração por parte dos moradores podem contribuir para ação dos criminosos. Conforme explica o delegado, os crimes praticados nas residências são fatores que ocorrem devido à facilitação do próprio morador. Para ele, o primeiro passo para inibir este tipo de ocorrência é sempre que se ausentarem de seus imóveis solicitar a algum vizinho ou parente próximo para que olhem a casa até voltarem. Nem sempre isto é possível, mas um rádio ou um televisor ligado pode contribuir para inibir a ação dos criminosos.

 

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

 

O delegado alerta também as vítimas sobre a importância do registro do Boletim de Ocorrência (B.O). “Todas as vítimas de furtos ou roubos devem registrar a ocorrência, pois na maioria das vezes, durante o cumprimento de um mandado de busca ou diligência, os objetos extraídos pelos criminosos são encontrados, mas se não houver o registro de um Boletim de Ocorrência não conseguimos identificar as vítimas e devolver os objetos”, disse.

 

FAIXA ETÁRIA

 

A idade do infrator são fatores que preocupam e muito a segurança pública de Três Lagoas. 

 

Segundo o delegado, a faixa etária de crianças e adolescentes fazendo uso de entorpecentes são dados alarmantes que preocupam e muito a Segurança Pública.

 

Doutor Aílton disse ter se deparado com crianças de sete, oito anos de idade usando drogas. A polícia segue as leis do estatuto da criança e adolescente (ECA), e quando os menores infratores são apreendidos praticando atos ilícitos, o primeiro passo é lavrado um Boletim de Ocorrência (B.0) e depois todos são encaminhados ao Conselho Tutelar.

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