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Água Clara/MS . 16 de Agosto de 2018
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09/08/2018 as 08h58 / Por (Campo Grande News)

Casa de prostituição fechada em Campo Grande tinha cronômetro e controle em caderninho

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- Material apreendido na casa. (Foto: Divulgação)
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Controle rigoroso, com cronômetro e dados dos quartos, consumos e clientes anotados em um caderninho, era assim que “Dani Gaúcha”, de 29 anos, administrava a casa de prostituição fechada na noite desta terça-feira (7) no bairro Itanhangá Park.

Foi através de denúncias feitas por moradores da região que equipes da Depos (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) chegaram a mansão localizada em um dos bairros mais nobres de Campo Grande. No local, foram apreendidos vasto material que comprova o controle da proprietária sobre as finanças da casa.


Em um caderno, Dani Gaúcha marcava em que quarto cada garota de programa estava e com quem, registrava o consumo dos clientes e ainda usava cronômetros para controlar o tempo dos programas.

“Ela cobrava o aluguel dos quartos, o valor era cobrado dos clientes”, explicou o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Sá. Em anúncios na internet, a proprietária divulgava o valor dos programas, R$ 200 por hora.

“As meninas trabalhavam como freelance, atendiam em outras casas de prostituição, mas ali o estabelecimento era de luxo. Todas elas são maior de idade e confirmam a versão da proprietária”.

Dani Gaúcha vai responder pelo artigo 229 do código penal - manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual.

Denúncia - Cansados do barulho e da intensa movimentação na casa, moradores do bairro levaram o caso ao MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). Na denúncia, cópias de anúncios na internet sobre o estabelecimento mostram que a proprietária reforçava o ambiente luxuoso.

“Depois de muitos pedidos, providenciamos o local mais aconchegante de Campo Grande. A Mansão Dani Gaúcha oferece mil metros quadrados de puro luxo e conforto”, diz o anúncio. O texto ainda lista todos os benefícios aos clientes, como suítes, ar-condicionado, piscina com água aquecida, hidromassagem, área gourmet e sauna.

Ainda segundo a denúncia, o alvará do estabelecimento era para “atividades estéticas e outros serviços e cuidados com a beleza”, mas sempre funcionou como casa de prostituição, ou “casa de massagem”, como era chamada pelos clientes.

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