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Água Clara/MS . 27 de Setembro de 2020
notícias : Notícias

10/08/2020 as 09h24 / Por (Midiamax)

'Rodovia da morte': Cercas na BR-262 completam um ano com DNIT e Ibama calados sobre eficácia

Considerada a rodovia mais perigosa do mundo para a vida selvagem, a BR-262 teve a instalação dos alambrados em julho de 2019

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- Cerca com alambrado foi instalado nas laterais da BR-262 em julho de 2019 | Foto: Reprodução/Facebook
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Após polêmica envolvendo a instalação dos alambrados de proteção na BR-262, as cercas completaram um ano de instaladas na região do Pantanal. Os cercados de um trecho ao outro nas laterais da rodovia foram instalados para ‘proteger a fauna silvestre de atropelamentos’ impedindo que os animais atravessassem de um lado para o outro.

No entanto, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) permanecem calados sobre a eficácia do material instalado na pista.

Inclusive, no ‘mês de aniversário’ das cercas instaladas na rodovia, a PMA resgatou um lobo-guará, animal que deverá estampar nova nota de R$ 200 do Banco Central, atropelado às margens da BR-262.

De acordo com uma pesquisa realizada na época pelo Ibama, as cercas seriam necessárias nos trechos em que mais aconteciam acidentes envolvendo a fauna pantaneira. Nas redes sociais, a instalação da cerca ao longo da rodovia levantou dúvidas sobre a sua eficiência.

A estrada é conhecida nacionalmente como a ‘estrada da morte’ pois é letal a vida dos animais silvestres e já chegou a ser apontada como uma das mais perigosas do mundo para a vida selvagem, segundo o The New York Times.

lobo
Lobo-guará foi encontrado atropelado na BR-262 em julho | Foto: Divulgação, PMA

 

Responsável por provar a eficácia dos cercados, o DNIT ficou de encaminhar relatórios do funcionamento dos alambrados ao Ibama. “O empreendedor responsável pela estrada deverá encaminhar relatórios regulares com os índices de atropelamento de fauna ao Ibama, desta forma, o Instituto poderá reavaliar as medidas mitigadoras, podendo exigir melhorias e/ou novas alternativas para segurança dos animais”, disse o Ibama naquela ocasião.

De acordo com uma pesquisa realizada na época pelo Ibama, as cercas seriam necessárias nos trechos em que mais aconteciam acidentes envolvendo a fauna pantaneira. Nas redes sociais, a instalação da cerca ao longo da rodovia levantou dúvidas sobre a sua eficiência.

A estrada é conhecida nacionalmente como a ‘estrada da morte’ pois é letal a vida dos animais silvestres e já chegou a ser apontada como uma das mais perigosas do mundo para a vida selvagem, segundo o The New York Times.

Responsável por provar a eficácia dos cercados, o DNIT ficou de encaminhar relatórios do funcionamento dos alambrados ao Ibama. “O empreendedor responsável pela estrada deverá encaminhar relatórios regulares com os índices de atropelamento de fauna ao Ibama, desta forma, o Instituto poderá reavaliar as medidas mitigadoras, podendo exigir melhorias e/ou novas alternativas para segurança dos animais”, disse o Ibama naquela ocasião.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria do Ibama e do DNIT em Brasília, pois instalação seria de responsabilidade federal, para apurar os resultados obtidos pelas cercas nos último ano, mas mesmo após duas semanas de insistência, nenhum órgão se posicionou.

 

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