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11/03/2026 as 15h48 / Por ()

Pai e filho presos receberam mais de 90 cabeças de gado furtadas em MS, diz polícia

Polícia investiga esquema de furto e receptação de animais em fazendas

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  • - Gados furtados são recuperados ? Foto: Polícia Civil
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Uma investigação da Polícia Civil aponta que pai e filho, de 60 e 34 anos, presos pela segunda vez no último sábado (7), receberam cerca de 94 bovinos furtados de fazendas da região de Nova Andradina (MS) durante um esquema de furto e receptação de gado. A informação foi repassada ao g1 pelo delegado responsável pelo caso, Caio Bicalho.

O crime é conhecido como abigeato, que é o furto de animais — principalmente bovinos — em propriedades rurais.

A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva dos dois. Eles respondem por receptação de animais e posse de arma de fogo de uso permitido.

Além deles, dois homens, de 43 e 50 anos, apontados como responsáveis pelos furtos, foram identificados pela polícia e respondem em liberdade por abigeato. De acordo com a investigação, cada um teria furtado animais de fazendas diferentes para o pai e o filho, sem ligação entre si.

Pai e filho já tinham sido presos em flagrante no dia 5 de março. Na ocasião, policiais fizeram buscas na zona rural do município e encontraram bovinos furtados em uma propriedade ligada aos suspeitos.

No dia seguinte, 6 de março, o juiz responsável pelo caso decidiu soltar os investigados. Eles foram liberados com algumas condições, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

No sábado (7), policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) voltaram à região do Assentamento Teijin, com apoio de fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Durante a fiscalização, os dois foram presos novamente em flagrante. Segundo a polícia, eles escondiam animais furtados em uma área rural ligada à família.

Durante a vistoria nas propriedades, os agentes encontraram irregularidades nas marcas dos bovinos. Algumas estavam alteradas ou marcadas por cima de outras. Esse tipo de prática é usado para dificultar a identificação da origem dos animais.

Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, os suspeitos faziam parte de um esquema organizado. De acordo com a polícia, eles procuravam funcionários de fazendas da região e os convenciam a furtar animais diretamente dos rebanhos.

Depois que o gado era separado, os homens colocavam os animais em caminhões e levavam para terrenos no Assentamento Teijin.

No local, as marcas originais dos bovinos eram apagadas com a aplicação de uma marca que não estava registrada na Iagro. Em seguida, os animais recebiam uma nova marca, ligada à família dos suspeitos, para dificultar a identificação da origem do gado.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que outros animais furtados já foram encontrados. Segundo a polícia, os dois já eram investigados em outros casos parecidos.

G1 MS

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